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Diabetes, síndrome metabólica e câncer de mama: uma revisão das evidências atuais.


A incidência de câncer de mama - CAM, diabetes mellitus tipo 2 - DM2 e síndrome metabólica – SM têm aumentado nas últimas décadas com a epidemia de obesidade, especialmente nos países industrializados. Já se sabe que a resistência à insulina, hiperinsulinemia e as alterações na sinalização de hormônios de crescimento e esteróides hormonais associadas ao DM podem afetar o risco de CAM.

Neste artigo foram revisados diversos estudos epidemiológicos sobre a associação entre DM2 e risco de CAM e evidências disponíveis sobre o papel dos mediadores hormonais de sua associação entre essas duas doenças. As provas combinadas suportam associação entre DM2 e o risco de CAM, o que parece ser mais consistente entre as mulheres no pós-menopausa que entre aquelas pré-menopáusicas. Apesar dos vários caminhos propostos, os mecanismos subjacentes à associação entre DM e risco de CAM ainda não estão totalmente esclarecidos, sobretudo porque as duas doenças dividem alguns fatores de risco incluindo: obesidade, sedentarismo e a ingestão de gorduras saturadas e carboidratos refinados, o que pode confundir essa associação.

Embora a SM, caracterizada por obesidade abdominal, hiperglicemia, resistência à insulina, dislipidemia e hipertensão arterial, esteja intimamente relacionada ao DM e possuir componentes que podem influenciar ao risco de CAM, o papel desta síndrome na carcinogênese mamária ainda necessita de mais estudos para ser totalmente esclarecido. Apesar disso, diversos estudos já sugerem que altas concentrações sanguíneas de colesterol aumentam o risco de CAM porque o mesmo é um precursor dos hormônios esteróides e hormônios esteróides sexuais endógenos, estão positivamente relacionados ao risco de CAM. Altas concentrações de HDL-colesterol são relacionadas a um risco reduzido de CAM, especialmente entre as mulheres no pós-menopausa, porque uma menor concentração de HDL-cholesterol pode ser marcador de excesso de andrógeno. Os andrógenos são moduladores chave de lipídios e após a menopausa, os estrogênios biodisponíveis formados em tecido adiposo pela aromatização dos andrógenos são estímulos importantes para carcinogênese mamária.

Este é mais um estudo de revisão que nos da margem a refletir a grande necessidade de se manter hábitos de vida saudáveis associando sempre atividade física adequada, sob orientação profissional especializada e um plano alimentar individualizado, também sob orientação especializada, para modulação hormonal que trará além de benefícios à saúde e prevenção de doenças o bem estar físico e mental.


Am J Clin Nutr 2007;86(suppl):823S–35S


Fei Xue and Karin B Michels

Tradução e comentário

Dra Diana Fonseca Coulon

Nutricionista Be Light Estar Bem

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