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Disbiose intestinal - Conheça as causas e os tratamentos


A disbiose intestinal é uma doença dos dias atuais que grande parte da população tem e não sabe. Ela consiste em uma disfunção colônica devido a alteração da flora intestinal. Isto é, ocorre um predomínio das bactérias patogênicas sobre as bactérias benéficas.

Existe uma relação entre a permeabilidade da membrana da mucosa intestinal e a flora intestinal normal. Portanto, quando estamos diante de um quadro de flora intestinal anormal, teremos uma inadequada quebra de peptídeos, uma renovação celular da parede intestinal ineficiente, com isso a reabsorção de toxinas.

Estas toxinas caem na circulação portal e pode produzir efeitos maléficos, "efeito exorfina". Este fenômeno pode produzir uma grande quantidade de patologias, que vão de depressão a artrite reumatóide e até mesmo a dificuldade na perda de peso. É importante entender que a presença no cólon de fezes putrefativas, gerando placas duras e aderentes a mucosa intestinal, libera toxinas para todo o organismo. Estas toxinas podem ser alimentadas pela pele, onde teremos quadro de urticária e acne, ou para as articulações, gerando quadros de inflamação e até mesmo lesões articulares como a artrite reumatóide.

Pode gerar também a alergia cerebral com os seguintes sintomas:

  • Enxaqueca moderada ou violenta, inclusive enxaqueca ocasional hemicraniana, que pode durar dias ou semanas, com pequeno ou nenhum alívio com analgésicos.
  • Sonolência, torpor, lentidão, tontura, preguiça, depressão moderada ou severa, apatia, dificuldade de concentração, aparência de embriagado, indiferença.
  • Hiperatividade, comportamento destrutivo ou suicida, hipertonicidade, tensão, inquietação, tremores, ansiedade, sintomas maníacos, inclusive insônia, ilusões de grandeza, nervosismo, impaciência.
  • Esquecimento ou amnésia moderada para nomes, palavras, etc.
  • Cabeça cheia (aumentada), sensação de estar flutuando, ri à toa.
  • Fraqueza, dores nos músculos e articulações associados à enrijecimento e irritabilidade.

Causadores: Principal deles:

  • Farinha de trigo que contém uma proteína chamada glúten.
  • Corantes alimentares, especialmente amarelo e vermelho.
  • Aromatizantes artificiais, entre eles, o Glutamato Monossódico.
  • Carnes, especialmente a de porco. No entanto, devido às condições em que são criados.
  • Chocolates, Queijos, Cerejas.
  • Produtos injetáveis em animais de corte que retém água durante o transporte para comercialização.
  • Nitratos e nitritos e excesso de fermento.
  • Frutos do mar, principalmente camarão e outros tais como: moluscos, caranguejos e lagosta.

Os sintomas são usualmente intestinais como flatulência, alteração do ritmo normal intestinal e distensão abdominal e por isso muitas vezes a dificuldade do diagnóstico, que pode ser feito através de um exame de urina.

O tratamento da disbiose consiste em abordagens dietéticas como: Retirar os agentes irritantes da mucosa gástrica, entrar com suplementos como glutamina e o Omega 3, após 10 dias de tratamento usar os pré-bióticos (inulina, FOS – frutooligossácarídeos), probióticos (lactobacillus) resolvendo assim a grande maioria dos casos. Nos casos mais graves, há a necessidade de lavagens colônicas (hidrocolonterapia) para remover conteúdos putrefativos do intestino e permitir a drenagem linfática do cólon. O stress psíquico deve ser identificado e tratado adequadamente.

A dietoterapia para disbiose passa por uma orientação alimentar, evitando-se carnes vermelhas, leite contendo lactose, açúcar branco, alimentos processados e alguns casos a retirada do glúten ( uma proteína presente no trigo). A dieta deve consistir em grande quantidade de vegetais, particularmente cenoura crua, couve-flor, repolho, cebola, alho e alho-poró, além de frutas, grãos, castanhas e outros legumes. Lembre-se, não deixe de consultar um especialista para orientá-lo mais individualmente.


Lupércio C. Farah
Nutricionista
Professor de Educação Física
Doutor em Medicina Bioquímica UCLA – LA – USA
Especialização em Nutracêuticos pela Universidade de Boston – USA
Especialização em Fitoterapia pela Universidade de Chicago – USA
Aperfeiçoamento em Fitoterapia na Alemanha - Frankfurt
Aperfeiçoamento em ervas medicinais – Tailândia - Bangkoc
Aperfeiçoamento em diabetes na China – Pequim
Sócio diretor da Belight EstarBem

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